Alessandro
Em silêncio, morre alguém que sorria para a vida mesmo que ela não sorrisse de volta
No dia 16 de setembro de 2001 foi realizado o GP da Itália de Fórmula 1, em Monza. Cinco dias antes, dois aviões atingiram as Torres Gêmeas de Nova York e mais um foi atirado sobre o Pentágono. Um quarto caiu, até hoje não se sabe se derrubado pelos passageiros em ato heroico, cientes de que estavam sob o controle de terroristas, ou abatido por caças americanos.
A Ferrari, em respeito às vítimas, decidiu retirar de seus carros as inscrições de seus patrocinadores. Naquele fim de semana, Michael Schumacher e Rubens Barrichello foram para a pista de luto: o bico preto, os números 1 e 2 obrigatórios, apenas um pequeno cavalinho rampante na frente. Os macacões também estavam lisos. Neles, apenas os nomes dos pilotos e as bandeiras de seus países bordadas no cinto.
A prova foi vencida por Juan Pablo Montoya. Foi a primeira vitória do colombiano na categoria. Rubinho terminou em segundo. Ralf Schumacher foi o terceiro. Michael, o quarto, recebeu a bandeirada 25 segundos depois do vencedor.


Campeão antecipado daquela temporada, o alemão não escondeu o incômodo de ter de disputar um GP de F-1 poucos dias depois dos atentados de 11 de setembro. Mas seu estado de ânimo desabou de vez na véspera da corrida.
A menos de mil quilômetros de Monza, a Fórmula Indy, que ainda corria fora dos EUA, fazia uma de suas etapas no oval de Lausitz, na Alemanha. Faltando 12 voltas para o final da prova, disputada no sábado, dia 15, o italiano Alessandro Zanardi teve suas pernas arrancadas depois de perder o controle na saída dos pits, atravessar a pista e ser acertado por Alex Tagliani a mais de 300 km/h.



